quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Paraty (RJ)


Paraty ou Parati é um município brasileiro no litoral oeste do estado do Rio de Janeiro. Abriga tanto o ponto mais meridional quanto o ponto mais ocidental do estado.
Em 1667, teve sua emancipação política decretada pelo rei de Portugal, tornando-se uma vila independente de Angra dos Reis.
Junto ao oceano, entre dois rios, Parati está a uma altitude média de apenas cinco metros. Hoje, é o centro de um município com 930,7 km² com uma população de 33 062 habitantes (densidade demográfica: 35,6 h/km²).
A cidade foi, durante o período colonial brasileiro (1530-1815), sede do mais importante porto exportador de ouro do Brasil.
Por estar localizada quase ao nível do mar, a cidade foi projetada levando em conta o fluxo das marés. Como resultado, muitas de suas ruas são periodicamente inundadas pela maré alta, o que lhe valeu o título de Veneza brasileira.




História de Paraty


Antecedentes

Anteriormente ao Descobrimento do Brasil pelos europeus, a região da atual Paraty era habitada por indígenas Guaianás.



Início do povoamento


Nos primeiros anos do século XVI, os portugueses já conheciam a trilha aberta pelos Guaianás (Trilha dos Goianás) ligando as praias de Paraty ao vale do Paraíba, para lá da Serra do Mar. Entretanto, o primeiro registro escrito sobre a região da atual Paraty é o livro do mercenário alemão Hans Staden, "História verdadeira e descrição de um país de selvagens..." (Marburgo1557), que narra a estadia deste por quase um ano em aldeias Tupinambás nas regiões de Paraty e de Angra dos Reis.
Embora alguns autores pretendam que a fundação de Paraty remonte à primeira metade desse século, quando da passagem da expedição de Martim Afonso de Sousa, a primeira notícia que se tem do povoado é a da passagem da expedição de Martim Correia de Sá, em 1597. À época, a região encontrava-se compreendida na Capitania de São Vicente.


O núcleo de povoamento iniciou-se no morro situado à margem do rio Perequê-Açu (depois Morro da Vila Velha, atual Morro do Forte). A primeira construção de que se tem notícia é a de uma capela, sob a invocação de São Roque, então padroeiro da povoação, na encosta do morro. O aldeamento dos Guaianás localizava-se à beira-mar. Em 1636Maria Jácome de Melo fez a doação de uma sesmaria na área situada entre os rios Perequê-açu e Patitiba (atual rio Mateus Nunes) para a instalação do povoado que crescia, com as condições de que os indígenas locais não fossem molestados e de que fosse erigida uma nova capela, sob a invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Essa sesmaria corresponde à região do atual Centro Histórico da cidade.

Emancipação política

A partir de 1654 várias rebeliões se registraram entre os moradores, visando tornar a povoação independente da vizinha Angra dos Reis, o que veio a ocorrer em 1660, como fruto da revolta liderada por Domingos Gonçalves de Abreu, vindo o povoado a ser alçado à categoria de vila. Este ato de rebeldia foi reconhecido por Afonso VI de Portugal, que, por Carta Régia de 28 de Fevereiro de 1667 ratificou o ato dando-lhe o nome de "Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty".


O ciclo do ouro e a Estrada Real

Com a descoberta de ouro na região das Minas Gerais, a dinâmica de Paraty ganhou novo impulso. Em 1702, o governador da capitania do Rio de Janeiro determinou que as mercadorias somente poderiam ingressar na Colônia pela cidade do Rio de Janeiro e daí tomar o rumo de Paraty, de onde seguiriam para as Minas Gerais pelo antiga trilha indígena, agora pavimentada com pedras irregulares, que passou a ser conhecida por Caminho do Ouro.
A proibição do transporte de ouro pela estrada de Paraty, a partir de 1710, fez os seus habitantes se rebelarem. A medida foi revogada, mas depois restabelecida. Este fato, mas principalmente a abertura do chamado Caminho Novo, ligando diretamente o Rio de Janeiro às Minas, tiveram como consequência a diminuição do movimento na vila.
A partir do século XVII registra-se o incremento no cultivo de cana-de-açúcar e a produção de aguardente. No século XVIII o número de engenhos ascendia a 250, registrando-se, em1820, 150 destilarias em atividade. A produção era tão elevada que a expressão "Parati" passou a ser sinônimo de cachaça, produção artesanal que perdura até aos nossos dias.


O século XIX e o ciclo do café

Para burlar a proibição ao tráfico de escravos decretada pelo regente Padre Diogo Antônio Feijó, o desembarque de africanos passa a ser feito em Paraty. As rotas, por onde antes circulava o ouro, passaram então a ser usadas para o tráfico e para o escoamento da produção cafeeira do vale do Paraíba, que então se iniciava.
À época do Segundo Reinado, um Decreto-lei de 1844, do imperador Pedro II do Brasil, elevou a antiga vila a cidade.
O ciclo do turismo
Com a chegada da ferrovia a Barra do Piraí (1864) a produção passou a ser escoada por essa ela, condenando Paraty a um longo período de decadência.


A cidade e o seu patrimônio foram redescobertos em 1954, com a reabertura da estrada que a ligava ao estado de São Paulo - a Paraty-Cunha -, vindo a constituir-se em um polo de atração turística. Desse modo, em 1958, o conjunto histórico de Paraty foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O movimento turístico intensificou-se com a abertura da Rio-Santos (BR-101) em 1973.
Na década de 1980, indígenas Guaranis embiás, procedentes do sul do país, instalaram-se no município, nas atuais aldeias de Araponga e Paratimirim.
Hoje, a cidade é o segundo polo turístico do estado do Rio de Janeiro e o 17º do país. Devido a essa relevância, foi uma das poucas cidades que não são capital de estado a receber a tocha dos Jogos Pan-americanos de 2007 nos dias que antecederam os jogos.



Turismo


Lugares de interesse:




terça-feira, 30 de agosto de 2011

Guararema.

Guararema é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da capital paulista embora se localize, geograficamente, no Vale do Paraíba. Com uma população de 26.974 habitantes (IBGE/2009), possui uma área de 270,5 km², o que resulta numa densidade demográfica de 101,988 hab/km².

História

Em 1611, Gaspar Vaz bisneto de Brás Cardoso, procedente de uma sesmaria de Mogi das Cruzes, funda o aldeamento da Escada às margens do imponente Rio Paraíba do Sul.
Em 1652, é construída pelos índios, sob a orientação dos jesuítas, a primeira capela do arraial - a de Nossa Senhora da Escada, a construção histórica mais antiga do Vale do Paraíba. A partir daí, a localidade torna-se ponto de referência para os viajantes, no trajeto São Paulo/Rio de Janeiro. Já em 1732, chegam os missionários capuchinhos. Devido à má conservação da capela, eles resolvem construir um novo templo e, ao seu lado, um convento.
Em 1875, D. Laurinda de Sousa Leite doa para sua ex-escrava Maria Florência um quinhão de terra situado à margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, pouco acima da foz do Ribeirão Guararema. Levada por sentimentos religiosos, Maria Florência decide construir uma capela para São Benedito, seu santo de devoção.

Estação ferroviária de Guararema
No ano seguinte, entra em funcionamento o trecho da Estrada de Ferro Central do Brasil. A inauguração é um dos principais fatos históricos que impulsionaram o surgimento da “Pérola do Vale”, pois novos moradores começaram a se estabelecer ao redor da pequena capela e da estação de trem. Com isso, por decisão das autoridades do governo republicano, a sede do Distrito de Paz é transferida da Freguesia da Escada para Guararema no ano de 1890. Era o passo decisivo para que o distrito, em amplo crescimento, fosse elevado à condição de município.
A oficialização deu-se através da Lei Nº 528, de 3 de Junho de 1898. E, em 19 de setembro de 1899, acontece a instalação da câmara municipal. Com o passar das décadas, a cidade cresce em torno da região central até chegar aos dias atuais com horizontes promissores a serem seguidos pelos guararemenses.

 Orquídeas





Guararema se destaca pela sua grande produção de orquídeas das mais variadas espécies.
Tudo começou quando na década de 60 algumas famílias japonesas adquiriram propriedades na localidade, hoje conhecida por Colônia Cerejeiras. Eles cultivavam principalmente rosas e por um longo período a cidade de Guararema se destacou por ser produtora desta cultura. Como o ponto forte desta comunidade é a união, várias famílias começaram a cultivar, além das rosas, outros tipos de flores como gérberas e orquídeas, sempre em parceria, para aumentar a quantidade e qualidade de suas produções.
A produção de orquídeas foi ganhando força e espaço á medida que investimentos foram feitos, pois existem espécies que levam até sete anos para a primeira floração e isso significa altos gastos com estufas apropriadas, laboratórios, troca constante de vasos, adubação, controle de temperatura entre outros cuidados para uma produção chegar ao mercado. A paciência e perseverança dos produtores de Guararema fizeram com que hoje ela seja conhecida nacionalmente como A Cidade das Orquídeas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Visconde de Mauá(Resende).

Visconde de Mauá é um distrito do município de Resende, no estado do Rio de Janeiro, Brasil.
De forma mais ampla, o nome Visconde de Mauá é atribuído ao conjunto das vilas de Mauá, Maringá e Maromba e seus diversos vales, como o Vale das Cruzes, Alcantilado, Pavão e Grama. A região compreende parte dos municípios de Resende e Itatiaia, no estado do Rio, e Bocaina de Minas no estado mineiro. As vilas ficam, em média, a 40 quilômetros das sedes desses municípios.
Visconde de Mauá tem cerca de seis mil habitantes. A principal atividade econômica da região é o turismo, com mais de 100 estabelecimentos de hospedagem e dezenas de restaurantes, alguns especializados em trutas e receitas à base de pinhão.
Essa região se localiza em área de preservação ambiental, na serra da Mantiqueira, a 1200 metros de altitude. Os visitantes são atraídos pelas belezas naturais das cachoeiras e vales.
Em 28 de Dezembro 2009 o Governo do Estado do Rio de Janeiro assinou o contrato de R$ 49 milhões para converter a RJ-163, a estrada de acesso a Visconde de Mauá, e a RJ-151 (que beira o Rio preto na região de Mauá) na primeira Estrada Parque do Estado do Rio de Janeiro. Esta obra é prevista a acabar ainda em 2010. A estrada parque observa rigorosamente conceitos ecológicos, tais como “zoopassagens” subterrâneos (um funil formado por suportes metálicos e telas plásticas, com 60 cm de altura, para orientar os animais para a travessia segura), "zoopassagens” aéreas (projetadas para permitir o fluxo de animais que se movimentam pelas árvores), velocidade máxima de 40 km/h, asfalto de baixo ruido, conforme descrito no video sobre estrada parque. A ideia é transformar a região em um dos principais polos de turismo sustentável do país. O projeto do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) deve ser concluído até o fim de 2010

História

O nome Visconde de Mauá homenageia Irineu Evangelista de Sousa, barão e depois visconde, que recebeu as terras da região em 1870, como concessão do governo imperial para exploração de madeira, que seria transformada em carvão vegetal. Em 1889, ainda no Império, seu filho, Henrique Irineu de Souza, instalou nas terras um núcleo colonial, formado por famílias de imigrantes europeus. A iniciativa fracassou e a maior parte dos colonos retornou aos países de origem. Em 1908 o governo federal compra as terras de Henrique e cria o Núcleo Colonial Visconde de Mauá, segunda tentativa de receber colonos europeus. Este núcleo acaba extinto em 1916.
Algumas famílias alemãs permaneceram em Visconde de Mauá e, a partir da década de 1930, começaram a receber parentes e amigos vindos da Europa, iniciando a atividade turística na região. Nos anos 60, era famoso o Hotel Casa Alpina, hotel pioneiro junto com o Hotel Bühler. Na década de 1970, a vila de Maromba foi descoberta pelos hippies e, a partir dos anos 1980, começou a se tornar um dos destinos de montanha preferidos de turistas do Rio de Janeiro e São Paulo.
Uma curiosidade é que Irineu Evangelista, o visconde de Mauá, nunca esteve na região que hoje leva seu nome. 
O clima da região é classificado como tropical de altitude, tipo Cwb, sufixo do clima de Köppen para os climas tropicais de altitude que apresentem as características ao lado: Tendo verões amenos e invernos frios e secos. No inverno, de junho a agosto, a temperatura pode variar de - 2 a 13 °C. O verão apresenta chuvas com frequência, principalmente chuvas vespertinas, com temperatura variando de 8 a 27 °C.

Atalhos

  • Trilha da Maromba
Partindo de Maringá em direção a Maromba passando pelo local conhecido como "Torto" na Estrada Maringá Maromba, logo após a curva vê-se uma estradinha em aclive a esquerda, segue-se esta estrada passando pelo terreno do Luciano a esquerda cercado por uma muralha de pedra, quando encontrar uma curva de 90º a esquerda, a trilha fica na curva bem em frente a estrada pela qual passou, seguindo-se esta trila terá evitado uma longa caminhada e estará cerca de 300 metros do início da vila da Maromba.
  • Trilha para o pico das Agulhas negras
Chegando na vila da Maromba, siga até a cachoeira do escorrega, a trilha mais conhecida até o pico partindo daquela região se encontra bem ali quase as margens do Rio Preto na beira da cachoeira e se prepare para uma longa caminhada de cerca de 6 horas por trilhas pesadas, não é aconselhável ir até lá em épocas de muita chuva por conta dos relâmpagos e das trombas d'água.

Passeios

As cachoeiras mais limpas, mais bonitas, e mais famosas se encontram acima da Vila de Maromba, antes da chegada do Rio Preto.
Em Maromba, Itatiaia - RJ:





Cachoeira do Véu da Noiva





 
Cachoeira do Escorrega, Maromba, Itatiaia, RJ, Brasil
Em Visconde de Mauá, Resende - RJ:
  • Pedra Selada
  • Cachoeira da Fumaça
Partindo de Visconde de Mauá, por meio de estrada de terra, encontram-se diversos atrativos naturais nos distritos dos municípios vizinhos a Resende:
Em Maringá, Vale das Flores, Mirantão e Bocaina de Minas - MG:
  • Museu Duas Rodas
  • Cachoeiras da Prata
  • Cachoeira do Rio Grande
  • Cachoeira do Paiol
Em Maringá, Itatiaia - RJ:
  • Poço do Marimbondo

 Acesso

 Partindo do Rio de Janeiro

  • Carro: Siga pela Via Dutra (BR-116) em direção a São Paulo. 6 quilômetros depois de passar por Resende, há uma saída à direita para Visconde de Mauá e Penedo (saída 311), que se bifurca adiante, com o acesso a Penedo à esquerda e a RJ-163 (acesso a Visconde de Mauá) à direita. Siga pela RJ-163, por aproximadamente 34 quilômetros até chegar a Visconde de Mauá. O trecho final de 15 km não é asfaltado e recomenda-se prudência em dias de chuva (ver acima). A RJ-163 vai ser asfaltada.
  • Ônibus: A Viação Cidade do Aço

Partindo de São Paulo

  • Carro: Seguir pela Via Dutra em direção ao Rio e cerca de 5 km após passar por Itatiaia e antes de chegar a Resende, há uma saída para Visconde de Mauá e Penedo (saída 311). A partir dai, seguir as direções sob "Partindo do Rio", acima, a partir do ponto que sai da Rodovia Dutra.
  • Ônibus: Na Rodoviária do Tietê, a Cometa possui diversas linhas diárias para Resende. As linhas operadas pela Autoviação Resendense, tal como a das sextas-feiras às 23h diretamente para Maromba foram desativada há alguns anos. Em Resende, no terminal rodoshopping Graal, há ônibus convencionais para Visconde de Mauá e Maromba, das empresas São Miguel e Resendense.

 Coordenadas

  • Centro da vila de Visconde de Mauá: 22º19'54S, 44º32'22W

Distâncias

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Campos do Jordão.

É  um município brasileiro localizado no interior do estado de São Paulo, mais precisamente na Serra da Mantiqueira. A cidade tem altitude de 1628 metros, sendo portanto, o mais alto município brasileiro, considerando-se a altitude da sede. Sua população estimada, em 2004, era de 47.903 habitantes. Dista 167 km da cidade de São Paulo, 350 km do Rio de Janeiro e 500 km de Belo Horizonte. Sua principal via de acesso rodoviário é a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, que tem início em Taubaté, município localizado a 45 km da cidade.

Estância climática

Campos do Jordão é um dos quinze municípios paulistas considerados estâncias climáticas pelo estado, por cumprirem os pré-requisitos definidos por lei estadual. Tal nomeação garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. O município também adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de estância climática, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.
Campos do Jordão é chamada de Suíça Brasileira, principalmente pela sua arquitetura de influência europeia e pelo seu clima frio. Por isso, a cidade recebe maior quantidade de turistas durante a estação do inverno, especialmente no mês de julho.

História


Pórtico da cidade.
Fundado em 29 de abril de 1874, o município tem como principal atividade econômica o turismo e é um dos principais destinos de inverno do Brasil.

 Geografia

É o município com a sede administrativa mais elevada do país, atingindo 1628 metros na sede do município, onde está localizada a prefeitura da cidade, e que pode variar para mais de 2 mil metros nos arredores do município. Está localizado no maciço da Serra da Mantiqueira, uma das mais elevadas cadeias de montanhas do Brasil.
Possui uma área de 289,5 km². É constantemente visitado por turistas de todo o Brasil e até mesmo do exterior, que vão a localidade para gozar do clima de inverno e a arquitetura germânica.
Hidrografia

* Rio Piagui
* Ribeirão Capivari

 Clima

Seu clima é tropical de altitude (Cwb), com verões suaves e invernos com temperaturas bastante baixas para os padrões brasileiros. Ocorrências de neve foram registradas em 1928, 1942, 1947 e em 1966[5] , sendo a última vez em que foi registrada neve na cidade, segundo Paulo Filho, entre 1892 e 1897, era comum a cidade ser atingida por prolongadas nevascas[6]. Geadas são comuns durante o inverno e a temperatura mínima absoluta foi de -7,3°C em 1º de junho de 1979[7], há relatos não oficiais de -12°C. Seu clima temperado favorece a criação de hortênsias, especificamente as da espécie Hydrangea macrophylla.

O clima da cidade foi considerado por José Setzer, por volta de 1946, como mesotérmico médio, com verões brandos e sem estação seca.

Tudo começou no final do século XIX, quando fazendeiros identificaram "propriedades terapêuticas" no clima de Campos na época, uma vila.

Da análise dos dados referentes às temperaturas no período de 1965 à 1974, pode-se afirmar que o clima de montanha de Campos do Jordão é do tipo tropical temperado, não apresentando nebulosidade úmida, ventos constantes ou chuvas excessivas.

O clima de altitude reúne um conjunto de condições particularmente favoráveis, representadas pela secura e pureza do ar, rarefação da atmosfera, favorecendo a ventilação pulmonar, intensidade de irradiação solar, mesmo no inverno, temperatura moderada no verão, condições essas que ativam as combustões internas, acoroçoam a hematopoise e aguçam as funções orgânicas: é um clima essencialmente, tônico, vivificante, qualidade esta apreciável, sobre tudo, nas estações invernosas, o que faz indicado na maior parte dos estados de enfraquecimento ou debilidade orgânica.

Em razão da grande redução da cobertura vegetal da região, sobretudo nas encostas entre Monteiro Lobato e Campos do Jordão, que, no passado, foram revestidas integralmente de matas, e que hoje, ao contrário, apresentam 9% de campos, operaram-se modificações no clima, no sentido correspondente, ou seja, para um clima mesotérmico com verões brandos e estação chuvosa no verão.

Este tipo de clima foi, pouco a pouco, ascendendo as encostas da Mantiqueira, culminando por imperar em toda a região. A alteração, nociva para a agricultura, no entanto revelou-se francamente benéfica nas áreas de tratamento de doenças pulmonares, onde se torna necessário o clima frio e seco.

Segundo Regnard, podemos classificar o clima de uma localidade, atenta à sua altitude, em uma das três zonas seguintes:

* estações intermediárias - entre a montanha e a planície, abaixo de 1.200m.
* estações de altitude - entre 1.200 a 1.800m.
* estações altas - entre 1.800 a 2.000m.

Assim sendo, fica Campos do Jordão na classe das estações de altitude e em condições superiores a Les Avante (1.000m), Caux (1.100m), Leisin (1.450m), Davos (1.558m), Zermat (1.620m) e St. Moritz (1.769 m), com exceção desta última.

O clima de Campos do Jordão, comparado à região alpina de Davos Platz na Suíça, acusou supremacia nos graus de nebulosidade, nas taxas de insolação, oscilações térmicas e nos índices de precipitação pluviométrica.

A nebulosidade média em Davos Platz era de cerca de 6% mais elevada. No que tange aos dias claros, as pesquisas deram 52% de dias claros para Campos do Jordão, enquanto que em Davos Platz verificou-se apenas 41%.

As diferenças de temperaturas médias do mês mais quente para o mês mais frio, não foram além de 8°C em Campos do Jordão, ao contrário daquela cidade Suíça, em que as diferenças chegaram a 20°C.

O teor de oxigenação e ozônio de Campos do Jordão foi considerado superior ao de Chamonix, famosa estância francesa, pela pureza de seu ar, a 2.800 m de altitude.

No Congresso de Climatologia, realizado em Paris, em 1957, o clima de Campos do Jordão foi considerado o melhor do mundo. 

Pontos turísticos:



  • Vista Chinesa (Belvedere)
    Em Campos do Jordão aprecie esta maravilhosa visão da serra, onde é possível ver o horizonte.


  • Pico do Imbiri
    De fácil acesso e a poucos minutos da avenida principal está localizado o Pico de Imbiri.


  • Auditório Cláudio Santoro
    Sede oficial do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, o Auditório Cláudio Santoro.


  • Aventura no Rancho
    Aventura no Rancho é sinônimo de integração com a natureza, diversão e esportes radicais para toda a família.















sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cunha.


Cunha apresenta um legado de costumes e tradições características do ritmo lento da vida no campo. As estradinhas de terra que cortam sinuosamente a natureza são margeadas por residências humildes onde vive o povo Cunhense. Um passeio pelas ruas da cidade é um convite à tranqüilidade. Palco das principais festas religiosas da tradição católica, conserva sua feição caipira e rural. O destaque fica para a Festa do Divino, sempre esperada para o mês de julho, a festa atrai multidões para as novenas e festejos, como Congada, Moçambique e Jongo. Destaca-se, também, a cerâmica de alta temperatura, que tem atraído muitos turistas.
Cunha abriga o mais criativo centro de cerâmica de alta temperatura do país. Os ceramistas utilizam a técnica Noborigama, arte milenar japonesa que transforma o barro em pedra em fornos que chegam a atingir 1.350ºC.
Além da zona rural com paisagens extremamente verdes, o município de Cunha oferece dois parques na área territorial: o Parque Estadual da Serra do Mar e o Parque Nacional da Bocaina.

Vista aérea de Cunha

ATRAÇÕES E PONTOS TURÍSTICOS

Parque Nacional da Serra da Bocaina

O Parque Nacional da Serra da Bocaina possui várias cachoeiras com águas frescas e cristalinas como a cachoeira de Santo Izidro, do Veado, das Posses e do Paredão, mirantes e trilhas seculares calçadas pelos escravos com pedras de rio, utilizadas pelos tropeiros, no início do século XVIII para transportar o ouro de Minas Gerais para os portos de Mambucaba e Paraty.

Pedra da Marcela

A Pedra da Macela está a 1.840 metros de altitude na divisa dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. No topo da Pedra tem-se uma vista de 360º da região de Cunha e em dias claros avistam-se a Ilha Grande e as baías de Angra dos Reis e Paraty. No local não há nenhuma infra–estrutura de visitação.
São José do Barreiro São José do Barreiro está entre aquelas localidades que atraem por sua beleza natural composta por trilhas na mata, cachoeiras, áreas verdes, doces, comida caseira e a hospitalidade característica do interior paulista.
Ainda no século XVIII, descendo a serra da Mantiqueira em direção ao porto da Mambucaba, o capitão Fortunato Pereira Leite e seu cunhado João Ferreira de Souza, com seus familiares e agregados vindos de Pouso Alto, se detiveram nas proximidades de um atoleiro de difícil passagem.Aí fundaram um arraial onde, em 1820, foi erguida uma capela dedicada a São José, passando o povoado a ser conhecido com São José do Barreiro, nome que conservou ao ser elevado à vila em 1859.
Em São José do Barreiro se abriram inúmeras fazendas para o plantio de café, o que trouxe grande desenvolvimento à cidade, cujas casas e sobrados são hoje marcos da época em que o Município ocupou lugar importante na cafeicultura paulista.
Também encontra-se a maior queda d'água do Estado: a Cachoeira dos Veados, com 200 metros de altura

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Silveiras.

Silveiras está localizada na rodovia dos Tropeiros (antiga Estrada São Paulo - Rio de Janeiro). O povoado inicial surgiu a partir de um rancho de tropeiros da família Silveira, no período de expanSão do café.
Foi elevado à vila em 1842, e à cidade em 1864. Teve notável participação nas Revoluções Liberal em 1842, e na Revolução Constitucionalista em 1932.

Além do valor histórico, também conta com uma natureza encantadora, de lindas cachoeiras, e do clima da montanha da Serra da Bocaina.

O município é o primeiro do Estado de São Paulo a se transformar em Área de Proteção Ambiental.




Pontos turísticos:
Fundação Nacional do Tropeirismo
A Fundação Nacional do Tropeirismo foi criada em 1986 com o objetivo de pesquisar o ciclo do tropeirismo e a sua influência na formação da cultura brasileira. Em sua sede, instalada num antigo casarão do século XIX, no centro de Silveiras, funciona um restaurante com culinária típica, a hospedaria com 32 leitos, biblioteca e museu do tropeiro, além do espaço para eventos e exposições. A Fundação estimula a realização de eventos dedicados ao tropeirismo, orienta pesquisadores em geral, e propaga o turismo cultural, rural e ecológico. A instituição também promove cursos e encontros que atingem diretamente a comunidade, gerando novas formas de renda, desenvolvendo talentos e promovendo a melhoria da qualidade de vida na região.
Trilha da Independência
Vale caminhar pela Trilha da Independência (1822), conhecer as Trincheiras (1842/1932), cadeia de Euclides da Cunha, etc. Em busca de tudo isso é que os turistas têm vindo para essa pequena cidade. O município se propõe à ser um parque temático sobre o Tropeirismo onde você encontrará: A Estrada dos Tropeiros, a Praça, a Estátua, o Rancho, o Posto de Gasolina, o Cemitério, a Banca de Jornais dos Tropeiros, o Tropeirão (Pça. de Esportes), a própria Fundação Nacional do Tropeirismo, além da recepção do povo da cidade,sempre acolhendo os interessados nesse assunto fascinante que é o Tropeirismo.
Cadeia Velha
Prédio do final do século XIX, restaurado por Euclides da Cunha.
Trincheiras
Nos morros da cidade ainda podem ser vistos sinais das tricheiras utilizadas na Revolução Liberal de 1842 e na Revolução Constitucionalista de 1932.
Caminho Imperial
Trecho ainda remanescente do Caminho Novo, foi construído em 1725 para ligar os estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Antiga trilha dos tropeiros.
Praça Central
Com chafariz que marca a infância de muitos silveirenses ilustres, que jogavam futebol na praça. Nesta época a praça ainda era de chão batido e a bola era laranja, apanhada no terreno ao lado.
Parque Nacional da Serra da Bocaina
Com inúmeras cachoeiras e trilhas, começa na região na divisa de Silveiras com Cunha.
Bairro do Bom Jesus
No local há um moinho de pedra que funciona por força da água que é utilizado para fazer fubá. Ainda há no bairro 3 Sapucaias com mais de 200 anos de idade e 50 metros de altura.
A 6 km do centro.
Cachoeira do Ronco D'Água
Para quem quiser passear a pé, pela antiga trilha de tropeiros, a sugestão é fazer uma pausa na Cachoeira do Ronco D'Água, no bairro do Bom Jesus. A 8 km do centro de Silveiras, o passeio é imperdível, em meio a tanta natureza e centenárias sapucaias.
Cachoeira do Paraitinga
Bairro dos Macacos. 25 km de estrada asfaltada e 6 km de estrada de terra.
Pico da Boa Vista
Tem 2.050 metros de altitude, de onde se observa grande parte do Vale do Paraíba. O local é rico em ervas medicinais.
A 25 km do centro.
Nascentes do Paraíba
Aqui nasce o Rio do Paraitinga, um dos formadores do Paraíba do Sul.
A 28 km do centro, próximo ao Pico Boa Vista
Parque Ecológico da Cascata
O local tem cachoeira, tanque, mata natural e Área para camping.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Areias.

Areias é um município no leste do estado de São Paulo, na microrregião de Bananal.

História

À margem da antiga estrada imperial, que ligava São Paulo ao Rio de Janeiro, Areias teve sua origem no século dezoito, de um pouso de tropeiros que dali buscavam o porto de Mambucaba.Dentre seus primeiros moradores destacam-se o coronel Simeão da Cunha Gago, o sertanista Máximo Barbosa e o padre Felipe Teixeira.
Nascido com nome de Sant'ana da Paraíba Nova, o povoado tornou-se vila em 16 de novembro de1816, com o nome de São Miguel de Areias, homenagem ao príncipe D. Miguel, filho de D. João VI.Passando a categoria de cidade em 1857, foi Comarca de 1858 a 1937.
Areias foi o primeiro Município a cultivar o café na região paulista do Vale do Paraíba.Sua produção foi tamanha que, em meados do século dezenove, deu sozinha a Província um décimo do total de sua produção agrícola.Dessa época datam as casas e sobrados de arquitetura típica da civilização do café.
Fonte:"O Passado ao Vivo"(Thereza Regina de Camargo Maia)

Geografia

A população estimada em 2003 era de 3.697 habitantes e a área é de 306,566 km², o que resulta numa densidade demográfica de 12,06 hab/km².
Seus municípios limítrofes são Resende (RJ) a nordeste, São José do Barreiro a leste e sudeste, Cunha a sudoeste, Silveiras a oeste e Queluz a noroeste.
Altitude: 519 m

[editar] Demografia

Dados do Censo - 2000
População total: 3.600
  • Urbana: 2.452
  • Rural: 1.148
  • Homens: 1.818
  • Mulheres: 1.782
Densidade demográfica (hab./km²): 11,74
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 28,54
Expectativa de vida (anos): 65,57
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 3,49
Taxa de alfabetização: 84,97%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,723
  • IDH-M Renda: 0,652
  • IDH-M Longevidade: 0,676
  • IDH-M Educação: 0,840
(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia

Nascente do Rio Paraitinga



Pontos turísticos de areias:
Igreja Matriz: Construída em 1792, em homenagem a Sant’anna padroeira da cidade.
Velha Figueira: Árvore importante na história da cidade já que servia como sombra para viajantes, isso em 1748.
Cachoeira dos Veados: Formada por duas quedas d’água de 200 metros de altura.

Cachoeira das Posses: Formada por uma queda d’água de 50 metros de altura.